Os contratos futuros de petróleo abriram em alta depois que Teerã divulgou uma lista de exigências para reabrir o Estreito de Ormuz. O Brent para outubro subiu cerca de 1,2%, a US$ 84,58 o barril, e o petróleo bruto dos EUA avançou 1,1%, a US$ 79,28. O presidente dos EUA afirmou que negociações com o Irã estão sendo conduzidas de forma “discreta”.

Entre as demandas iranianas estão o fim de ataques contra o Irã e seus aliados, o término do bloqueio a portos iranianos, a retirada de forças americanas do entorno, a suspensão de sanções, o descongelamento de ativos e compensações por danos de guerra. Desde julho, após a retomada dos combates, a passagem pelo Estreito ficou praticamente inviabilizada, afetando um corredor por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial.

Teerã tem diálogo com Omã para tentar autorizar passagens seguras, mas deixou claro que isso não equivale à reabertura da hidrovia. Ao mesmo tempo, o bloqueio do Bab el-Mandeb pelos houthis e ataques a instalações na costa do Mar Vermelho ampliam a interrupção do fluxo e elevam os riscos logísticos que pressionam o prêmio de risco nos mercados.

A reação de alta é moderada, mas política e mercado devem monitorar o efeito persistente sobre preços. A alta do petróleo tende a pressionar combustíveis e inflação, onerar cadeias produtivas e impor custos a governos que eventualmente optem por segurar preços. A conjuntura acende alerta para formuladores de política econômica e para a segurança energética global.