O petróleo fechou em leve alta nesta quinta-feira, depois de uma sessão marcada por volatilidade ligada à escalada do conflito no Oriente Médio e a declarações do presidente americano em visita à China. O contrato WTI para junho subiu 0,15%, a US$ 101,17 o barril, enquanto o Brent para julho avançou 0,09%, para US$ 105,72, números modestos que escondem sensibilidade a novas notícias.

Relatos de que um navio foi tomado por "pessoas não autorizadas" perto da costa dos Emirados Árabes Unidos e teria sido levado a águas iranianas (segundo a UKMTO) reacenderam o risco de interrupções no tráfego do Estreito de Ormuz, rota vital para exportações do Golfo. Ao mesmo tempo, fontes citadas pela Bloomberg indicam que a Opep+ planeja elevar metas de produção — plano que pode esbarrar em limitações práticas se o estreito ficar inseguro.

Na esfera geopolítica, Donald Trump afirmou em Pequim que Xi Jinping concordou que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto e que o Irã "jamais poderá ter uma arma nuclear"; a mídia estatal chinesa não confirmou a versão. Analistas, como Phil Flynn, avaliam que o pico inicial dos preços pode ter passado, mas alertam para volatilidade contínua conforme as manchetes mudam. Em paralelo, o governo dos EUA reportou a maior alta nos preços de importação e exportação desde 2022, puxada sobretudo pelos combustíveis.

Do ponto de vista econômico, a alta marginal não reduz os efeitos: custos de energia pressionam inflação e contas externas, complicando a margem de manobra de governos e bancos centrais num momento de fragilidade fiscal em vários países. A combinação de risco geopolítico e incerteza sobre a capacidade real da Opep+ em aumentar oferta amplia o custo de risco do mercado e exige atenção das autoridades à repercussão sobre preços ao consumidor e sobre a balança comercial.