A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma operação no âmbito de um inquérito que apura possível gestão temerária dos recursos do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) de Santo Antônio de Posse (SP). O foco são aplicações em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, que somam R$ 13 milhões, segundo os autos.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Santo Antônio de Posse e em Mogi Mirim, além de medidas cautelares expedidas pela 9ª Vara Federal de Campinas: afastamento de função pública e indisponibilidade de bens. Entre os alvos estão um ex-diretor do instituto de previdência, uma supervisora de gestão e três membros do comitê de investimentos — alguns deles apontados como permanecendo na função à época dos fatos, conforme a PF.
O inquérito teve origem em auditoria da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social (SPREV), que sinalizou fragilidades na governança e na administração dos recursos previdenciários. A Polícia Federal afirma ter identificado irregularidades nas aplicações; o caso evidencia falhas de controle que podem comprometer a solvência do fundo e a capacidade de pagamento do benefício a servidores.
Do ponto de vista fiscal e político, a operação acende alerta sobre a necessidade de maior supervisão e transparência nos RPPS municipais. Além do risco direto ao patrimônio previdenciário, medidas judiciais de indisponibilidade e afastamento aumentam o custo administrativo e podem gerar pressão sobre a gestão municipal. A CNN procurou a Prefeitura de Santo Antônio de Posse e aguarda posicionamento.