O Banco Inter mantém o Pix gratuito e ilimitado para todas as modalidades de conta PJ — Digital, Pro e Enterprise — e combina isso com uma conta sem mensalidade, sem anuidade de cartão e TEDs gratuitos. Segundo o próprio banco, o acesso aos serviços é pelo aplicativo ou internet banking, com processo de abertura simplificado e retorno em até cinco dias úteis. A isenção, válida independentemente do nível de relacionamento, é apresentada como diferencial para pequenas e médias empresas.
Além das transferências sem custo, o Inter disponibiliza a API Pix Empresas que conecta o ERP diretamente à conta PJ, automatizando cobranças, geração de QR Code com prazo de expiração e emissão de cobranças com vencimento que admitem juros, multa e descontos. A integração, conforme informado, não tem custo de implantação; há webhook para atualização em tempo real e um fórum de suporte para desenvolvedores e clientes.
Na comparação com bancos tradicionais, a proposta tem impacto comercial claro: instituições costumam aplicar tarifas fixas por operação ou percentuais sobre o valor de recebimentos via QR Code para CNPJ — faixas citadas pelo mercado variam entre 0,99% e 1,45% por transação. A escala do Inter ajuda a sustentar a oferta: a instituição registrou quase 5 bilhões de transações Pix em 2024, número que reforça o alcance da solução junto ao mercado empresarial.
Do lado das empresas, a combinação de Pix gratuito e API representa redução de custos operacionais, ganho de velocidade no fluxo de caixa e menos necessidade de conciliação manual. Para o setor bancário, a estratégia impõe pressão sobre modelos de receita das carteiras PJ e pode forçar revisão de tarifas ou oferta de serviços complementares pagos. A pergunta que fica é sobre a sustentabilidade do modelo no longo prazo e sobre como o banco compensa receitas não cobradas: a resposta determinará se a medida será apenas um diferencial pontual ou um motor de mudança estrutural no atacado de serviços para empresas.