A quarta edição do Planeta Mulheres Sustentáveis, realizada em São Paulo, reuniu lideranças empresariais, produtoras rurais, representantes do setor público e organizações ligadas à agenda ESG. Nos painéis, o foco foi integrar sustentabilidade e inovação em setores estratégicos da economia, com ênfase no agronegócio e nas oportunidades de mercado que emergem da transição para práticas mais verdes.
Foram discutidos temas como economia regenerativa e bioeconomia, governança climática, responsabilidade corporativa e o uso de tecnologia — incluindo inteligência artificial — para mitigação no campo. Especialistas apontaram que, além do apelo ambiental, a adoção de práticas sustentáveis precisa conversar com eficiência administrativa e viabilidade econômica, sob risco de virar apenas discurso sem impacto real sobre produtividade e custo-benefício.
A presença feminina no agronegócio foi um dos fios condutores do evento. Participantes ressaltaram que a mulher sempre teve papel ativo no campo, muitas vezes sem reconhecimento formal, e pediram maior visibilidade e políticas que facilitem acesso a crédito, capacitação e espaços de decisão. A agenda ressaltou que empoderamento feminino no setor é também questão de competitividade e mercado, não apenas de imagem institucional.
Apesar do alinhamento entre público e privado, o tom do encontro deixou clara a necessidade de traduzir compromissos em metas mensuráveis. Organizadores e convidados defenderam maior comprometimento das empresas e do poder público para transformar conscientização em ações e métricas claras. No debate econômico, a lição foi direta: sustentabilidade só terá efeito duradouro se vier acompanhada de regras, incentivos e avaliação rigorosa — caso contrário, ficará no campo das boas intenções.