O ciclo de queda da Selic voltou a colocar títulos prefixados do Tesouro no radar dos investidores. Quando as taxas de mercado recuam, papéis emitidos anteriormente com juros maiores passam a valer mais: esse ajuste ocorre pela chamada marcação a mercado, que faz o preço do título oscilar conforme as condições de juros.

Especialistas que acompanham o tema relatam valorização recente desses ativos. Segundo participantes do programa Resenha do Dinheiro, alguns prefixados registraram alta próxima a 3% em um mês. Esse ganho refere‑se ao comportamento do preço no mercado secundário — não altera a taxa contratada para quem mantiver o título até o vencimento.

O alerta é para quem entra na operação esperando ganhos rápidos com a curva de juros. A liquidez diária dos títulos torna possível vender antes do vencimento, mas a eventual valorização depende do momento e da direção das taxas. Investidores que compram prefixados com horizonte definido pelo vencimento continuam a receber apenas a remuneração contratada.

Em suma: a queda dos juros ampliou oportunidades na renda fixa, mas também exige disciplina. A estratégia deve considerar horizonte, necessidade de caixa e tolerância à volatilidade de preços. Programas e especialistas que tratam do assunto — com apoio de instituições como B3 e gestoras — destacam que a rentabilidade efetiva só se define pela data de resgate ou pela venda no mercado.