Brasília (DF) – A possibilidade de privatização do BRB voltou a ganhar espaço nas discussões internas do banco. A direção estuda abrir capital parcial para um sócio externo e programar um PDV (Programa de Demissão Voluntária) com início previsto para 2027.
Reportagem da CNN, com análise de Larissa Rodrigues para o CNN 360°, aponta que o BRB enfrenta um rombo estimado em, no mínimo, R$ 8 bilhões. O banco não divulga relatórios financeiros há mais de um ano e tenta, há quase 12 meses, obter empréstimos junto a bancos privados ou ao Fundo Garantidor de Crédito para cobrir o déficit.
O cenário político do Distrito Federal influencia a situação. Celina Leão (PP), eleita governadora, havia apoiado a candidatura de Flávio Bolsonaro e mantinha proximidade com Michelle Bolsonaro (PL-DF). A administração distrital contava com esse alinhamento para tentar assegurar uma espécie de garantia da União nas operações de crédito — caminho que, segundo apuração, ficou mais complicado após as eleições.
Diante do impasse, fontes ouvidas pela reportagem relatam que o banco passou a sondar o mercado externo e a discutir uma privatização parcial, mantendo o governo do DF como acionista majoritário. Internamente circulam planos de um PDV que poderia atingir entre 15% e 20% do quadro de funcionários. O movimento preocupa porque o BRB recebe aportes do governo local e é responsável pelo pagamento da maior parte dos servidores do Distrito Federal.