O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, condenou com veemência o projeto enviado pelo governo que acaba com a escala de trabalho 6x1. Em entrevista, Skaf declarou que o texto apresenta claro risco de inconstitucionalidade e antecipou a expectativa de iniciativas no campo jurídico contra a proposta.
A proposta do Executivo altera parâmetros centrais da regulamentação trabalhista: extingue o regime 6x1 e estabelece jornada de 40 horas semanais sem previsão de redução salarial. Críticos sinalizam que a mudança confronta dispositivos constitucionais que tratam da duração do trabalho e da possibilidade de compensação por acordo ou convenção coletiva.
Skaf também criticou o momento e a forma da iniciativa. Segundo o dirigente, levar adiante alteração desta magnitude às vésperas das eleições transforma um tema técnico em debate de campanha e pode elevar custos para empresas, com efeito direto sobre a geração de emprego e risco de aumento da informalidade.
Além da disputa jurídica iminente, o episódio acende um alerta político: a medida tende a criar pressão sobre o governo no plano econômico e a forçar um aprofundamento do diálogo com setores produtivos e sindicatos. Sem negociações setoriais, a mudança corre o risco de gerar efeitos assimétricos e desencadear nova onda de resistência institucional.