A entrada é o valor pago pelo comprador antes da liberação do crédito: quanto maior for esse montante, menor será o montante financiado e o custo total do contrato. Não existe um piso único — o montante exigido varia conforme preço do imóvel, regras do banco e perfil do comprador. Edmil Adib Antonio, diretor de Crédito Imobiliário da MRV, destaca que o equilíbrio entre renda e comprometimento financeiro é o critério central para uma compra segura.

Recursos e benefícios ajudam a reduzir a necessidade de caixa. O FGTS pode complementar a entrada, reduzir parcelas ou abater saldo devedor, desde que o uso esteja previsto nas regras do financiamento e aprovado pela instituição financeira. Em 2026, programas habitacionais ampliaram faixas de renda — passando a contemplar famílias com renda de até R$ 13 mil — e, na Faixa 1, os subsídios podem chegar a R$ 55 mil, o que funciona como desconto direto no valor do imóvel.

Outra alternativa é a composição de renda: somar rendimentos de duas ou mais pessoas aumenta a capacidade de concessão de crédito, desde que todos entrem no contrato e assumam a responsabilidade pelo pagamento. Bancos avaliam estabilidade e comprovação de diferentes fontes de renda; o importante para aprovação é demonstrar capacidade contínua de pagamento, não apenas picos de rendimento.

Planejamento é obrigatório. Além da entrada, compradores devem provisionar custos de cartório, taxa bancária, mudança, mobília e manter reserva de emergência. Especialistas recomendam calcular se a parcela cabe no orçamento sem usar todo o limite disponível — financiamento imobiliário é compromisso de longo prazo e exige avaliações sobre estabilidade da renda, dívidas existentes e imprevistos antes de fechar o contrato.