Não existe uma resposta única para “quanto rende o Tesouro Direto”. O retorno varia conforme o título escolhido — os indexados à Selic, ao IPCA (inflação) ou prefixados —, o prazo da aplicação, a necessidade de resgate antes do vencimento e a tributação incidente. As taxas são divulgadas continuamente e podem mudar ao longo do dia; por isso, os números apresentados em uma data não valem como promessa de rendimento futuro.
Cada modalidade tem lógica própria: títulos atrelados à Selic acompanham a taxa básica e costumam oferecer liquidez maior para resgates, títulos IPCA+ combinam proteção contra inflação com uma parcela fixa de remuneração, e os prefixados travam a taxa contratada para o vencimento. A escolha deve seguir o objetivo do investidor — reserva de emergência, aposentadoria ou metas de prazo fixo — e considerar a sensibilidade a oscilações de mercado.
Além do rendimento bruto, o investidor precisa descontar impostos (IR regressivo sobre o prazo) e eventuais custos da instituição financeira. A marcação a mercado é um ponto crítico: vender um título antes do vencimento pode gerar perda se as taxas subirem depois da compra. Simulações simples com valores fixos ajudam a visualizar as diferenças entre modalidades, mas não substituem a checagem das taxas vigentes ao operar.
Há ainda um componente macro que afeta todos os papéis: decisões sobre a Selic, expectativas de inflação e o risco fiscal influenciam os preços e as rentabilidades oferecidas pelo Tesouro. Para quem planeja aplicar, o conselho prático é alinhar horizonte e liquidez, simular cenários com a taxa efetiva e manter uma reserva imediata em ativos de alta liquidez. Consulte o Tesouro Nacional ou a sua corretora no momento da compra e evite tomar decisões apenas pelo jargão das taxas anunciadas.