A Mega-Sena sorteia um prêmio estimado em R$ 100 milhões neste domingo. Um levantamento encomendado ao estrategista Michael Viriato, da Casa do Investidor, simulou quanto renderia o montante aplicado integralmente em diferentes produtos financeiros considerando a Selic a 14,25%.
Na comparação, a poupança ficou atrás: em um mês, R$ 100 milhões renderiam pouco mais de R$ 665 mil; em um ano, o ganho chegaria a cerca de R$ 8,1 milhões. A melhor alternativa apontada pelo estudo foram os CDBs de bancos médios remunerados a 110% do CDI, com rendimento líquido de aproximadamente R$ 970 mil em um mês e R$ 12,8 milhões em um ano.
A simulação traz resultados líquidos, já descontado o imposto de renda sobre os rendimentos — exceto na poupança, isenta — e considera taxas de administração de 0,5% para fundos DI e 0,2% para o Tesouro Selic. Tesouro Selic, CDBs e fundos DI acompanham a taxa Selic ou o CDI, o que torna seu desempenho sensível ao patamar de juros.
O retrato é claro: com juros elevados, aplicações atreladas ao CDI/Selic podem superar a poupança mesmo após tributos, mas o resultado depende de custos e liquidez oferecidos por cada produto. Para quem receber um prêmio milionário, a escolha entre isenção fiscal, praticidade e rentabilidade líquida é determinante — e as diferenças apresentadas pelo estudo ilustram o prêmio que se paga por optar pela segurança e conveniência em detrimento do rendimento.