O Ministério da Fazenda anunciou que, a partir de 15 de junho, o portal Regularize passará a aceitar apenas contas gov.br classificadas como prata ou ouro. A mudança atinge contas no nível bronze — consideradas menos seguras — e, segundo o órgão, é motivada pela necessidade de validações de dados mais robustas.

Dos 176 milhões de contas ativas, cerca de 118 milhões já estão em níveis considerados seguros; as demais, cerca de 58 milhões, têm até 14 de junho para atualizar o perfil antes de perderem acesso aos serviços do site. O Regularize é usado para emitir guias de pagamento e certidões, consultar editais, receber denúncias patrimoniais e identificar devedores da União.

O nível bronze funciona apenas com CPF e senha; o ouro incorpora, por exemplo, dados de biometria vinculados à Justiça Eleitoral. A exigência de níveis superiores melhora a proteção, mas a imposição do prazo curto levanta riscos operacionais: usuários que dependem do portal podem ficar impedidos de regularizar débitos ou retirar documentos, e o salto de demanda por suporte tende a gerar novas filas e custos administrativos.

Politicamente, a medida é defensável sob o argumento de segurança, mas implica custo real para o governo: exige comunicação eficaz, capacidade de atendimento e mitigação de exclusão digital. A recomendação prática é que usuários verifiquem imediatamente o nível de sua conta gov.br e sigam as instruções do ministério para atualizar o cadastro antes do prazo.