As principais praças da Ásia encerraram em baixa nesta quarta-feira, pressionadas pela combinação de riscos geopolíticos e pela alta dos rendimentos de títulos. Em Tóquio, o Nikkei recuou 1,23%, a 59.804,41 pontos, liderando as perdas. Em Seul, o Kospi caiu 0,86%, a 7.208,95 pontos; Hong Kong viu o Hang Seng ceder 0,57%, a 25.651,12 pontos; e Taiwan registrou retração de 0,39% no Taiex, a 40.020,82 pontos.

Na China continental, o tom foi mais moderado: o Xangai Composto caiu 0,18%, a 4.162,18 pontos, e o Shenzhen recuou 0,28%, a 2.869,17 pontos. O Banco Popular da China optou por manter suas LPRs inalteradas — sem mudanças desde maio do ano passado — sinalizando cautela diante de sinais recentes de desaquecimento econômico.

O pano de fundo internacional aumentou a aversão ao risco. O presidente dos EUA afirmou que chegou a estar “a uma hora” de ordenar ataque ao Irã e não descartou nova ofensiva nos próximos dias, alimentando incerteza. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries subiram: o título de 30 anos chegou a 5,201% antes de recuar para 5,165%, pressão que reduz a atratividade de ativos mais arriscados.

O petróleo, embora em queda pelo segundo dia, mantém o Brent próximo de US$110 por barril, reforçando pressões inflacionárias. Para investidores e formuladores de política, o combo de tensão geopolítica e juros internacionais mais altos complica decisões: diminui o apetite por risco, encarece o financiamento e pode aumentar volatilidade e custo de captação para mercados emergentes, exigindo atenção à trajetória fiscal e à liquidez.