A edição 2026 do Repcom, promovida pela FSB Holding, coloca a influência digital no centro da estratégia empresarial. Marcado para 21 de agosto em São Paulo, o evento promete reunir líderes corporativos, criadores de conteúdo e especialistas para debater como alcance e audiência deixaram de ser métricas isoladas e passaram a integrar decisões de governança, credibilidade e gestão de risco.
Executivos ouvidos pela organização afirmam que o mercado já reconhece a potência da influência como mídia e motor de vendas, mas ainda falta amadurecimento na compreensão de sua dimensão reputacional. Na prática, isso exige políticas internas, critérios de responsabilização e mecanismos que avaliem o impacto da presença digital de lideranças e parceiros sobre a percepção pública da empresa.
O crescimento da chamada creator economy e a exposição ampliada nas redes expõem marcas a fenômenos que vão além do marketing: crises digitais, polarização, desinformação e deepfakes aumentam o potencial de dano reputacional. Nesse cenário, construir influência passa a exigir equilíbrio entre alcance e responsabilidade — e impõe custos para quem negligencia governança e transparência.
A agenda do Repcom, segundo organizadores, deve apontar caminhos para transformar influência em ativo confiável e sustentável. A discussão ganha caráter estratégico para empresas que vêm usando executivos como porta‑vozes e para as que precisam integrar credibilidade digital à avaliação de risco e à tomada de decisão — uma mudança que pode repercutir em valor de marca, confiança do consumidor e exposição a crises.