O Repcom 2026, realizado em São Paulo no dia 21 de agosto, reuniu líderes de empresas, creators e especialistas para discutir o papel da influência na construção de valor das marcas. No evento, Marcos Trindade, da FSB Holding, colocou a reputação como um ativo intangível central no ambiente corporativo contemporâneo e insistiu na necessidade de trabalho persistente para consolidá‑la.
Trindade destacou que reputação não se constrói por fórmulas rápidas: é resultado de coerência entre discurso e prática ao longo do tempo. Segundo o executivo, esse histórico de credibilidade funciona como uma espécie de proteção quando a empresa enfrenta problemas, reduzindo impacto imediato sobre valor e confiança. Para sublinhar o peso do tema, ele recorreu a uma referência ao mercado para lembrar que perdas reputacionais podem custar posição e valor no mundo dos negócios.
No debate sobre presença digital, o CEO apontou que a autoridade corporativa já existe em muitos CEOs, e o desafio atual é traduzir essa legitimidade para as redes sociais sem sacrificar consistência. Observou também o movimento inverso, em que influenciadores passam a atuar como empresários. Trindade advertiu para o risco de decisões pautadas por ganhos de curto prazo nas plataformas digitais — medidas assim podem corroer a confiança acumulada e reduzir o valor que a reputação deveria proteger.
Da perspectiva empresarial e de governança, a lição é clara: investir em reputação é disciplina administrativa, não custo ornamental. Em um mercado sensível a credibilidade, escolhas imediatistas podem gerar efeitos econômicos reais — queda de confiança, pressão de stakeholders e impacto no valuation. A construção diária de reputação funciona como garantia condicional; útil em crises, mas insuficiente se for usada como substituto de práticas sólidas e consistentes.