A Receita Federal já definiu o calendário de pagamento das restituições do Imposto de Renda 2026: o montante será liberado em quatro lotes e a expectativa é de que 23 milhões de contribuintes recebam valores de volta. Cerca de 80% do total será pago nos dois primeiros lotes, concentrando a maior parte do desembolso nos primeiros períodos da campanha.
A ordem de pagamento segue a lista de prioridades prevista em lei, mas, na prática, um dos critérios mais relevantes continua sendo a data de entrega da declaração: quem envia mais cedo tende a receber antes. Até o momento 14 milhões de declarações foram entregues e quase 74% desses declarantes têm direito à restituição. O prazo para envio vai de 23 de março a 29 de maio, às 23h59, e apenas quem declarar poderá ser contemplado.
A consulta à data e ao valor costuma ser liberada pela Receita aproximadamente uma semana antes de cada depósito; neste ano a verificação possivelmente estará disponível a partir de 22 de maio no site www.restituicao.receita.fazenda.gov.br. Para declarar, contribuintes podem usar o Programa Imposto de Renda (disponível para Windows, Linux e Mac) ou a opção 'Meu Imposto de Renda' no portal e‑CAC, acessando com a conta Gov.br.
Quem preencher dados incorretos pode ver a declaração cair na malha fina, mas a correção é possível por meio de declaração retificadora, sem limite de tentativas. Do ponto de vista prático e fiscal, a concentração de pagamentos nos primeiros lotes impacta o fluxo de caixa das famílias e a programação financeira do Tesouro: por isso, a Receita reforça a importância de declarar cedo e conferir dados bancários (conta ou PIX) para evitar atrasos no recebimento.