A Riyadh Air anunciou no Farnborough International Airshow que exercerá opções de compra para 28 jatos Boeing 787 Dreamliner, parte de um pedido originado em 2023. O comunicado inclui ainda uma encomenda de 11 fuselagens largas que não havia sido divulgada até agora, o que eleva os pedidos firmes do 787 para 67 unidades quando as 17 aeronaves restantes forem entregues.
No lado da Airbus, a companhia saudita confirmou a aquisição de seis A350-1000, dentro do compromisso anunciado em 2025 de adquirir até 50 unidades do modelo; já haviam sido encomendadas 31 aeronaves até então. A empresa, contudo, manteve em sigilo os valores financeiros das novas compras, informação que normalmente interessa a investidores e analistas do setor.
O movimento reforça a ambição de Riyadh Air de disputar rotas de longo curso e de se posicionar como alternativa às grandes companhias do Golfo. Para Boeing e Airbus, os acordos significam encomendas volumosas que trazem receitas e pressão por cronogramas de entrega. Para o mercado aéreo global, incremento de capacidade por parte de uma transportadora estatal pode pressionar yields e intensificar competição em hubs internacionais.
A ausência de cifras oficiais, porém, impõe perguntas sobre a exposição financeira da operação e sobre a transparência das negociações entre a companhia e os fabricantes. Em termos políticos e econômicos, a expansão deve ser acompanhada com atenção: além do impacto sobre a indústria aeronáutica, trata-se de um movimento estratégico com efeitos comerciais e geopolíticos que ainda serão medidos nos próximos anos.