O Governo de Santa Catarina e a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) iniciaram um levantamento de dados para articular medidas capazes de mitigar os efeitos do recente 'tarifaço' anunciado pelos Estados Unidos. A iniciativa tem foco explícito em preservar empregos, proteger a competitividade das empresas locais e garantir a continuidade das operações industriais mais afetadas.

A pressão decorre de uma investigação do USTR que resultou na proposta de impor uma tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras, com vigência a partir de 22 de julho. O Escritório americano aponta práticas brasileiras ligadas a comércio digital, regimes tarifários preferenciais, processamento de patentes, combate à pirataria, etanol e desmatamento como fontes de insegurança jurídica para empresas dos EUA.

Santa Catarina já vivenciou o choque anterior: em 2025, o primeiro bloqueio tarifário de 50% levou o governo estadual a adotar um pacote emergencial estimado em cerca de R$ 435 milhões em apoio financeiro e medidas tributárias aos setores mais impactados. Agora, o Executivo local diz manter diálogo permanente com o setor produtivo para avaliar a necessidade de novas ações.

Além do custo fiscal direto, o novo capítulo das tarifas expõe a vulnerabilidade das cadeias exportadoras e complica a agenda de recuperação industrial. O cenário tende a aumentar a pressão sobre o governo federal para negociações diplomáticas e respostas comerciais, enquanto estados como SC avaliam entre assistência pontual e medidas estruturais que elevem competitividade sem transferir custo permanente aos contribuintes.