O Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial de R$ 3,788 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 1,9% ante o mesmo período de 2025 e retração de 7,3% em relação ao quarto trimestre. O resultado aponta uma desaceleração da geração de lucro em meio a um cenário de expansão do balanço.

A rentabilidade medidora pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recuou para 16,0%, 1,5 ponto percentual aquém do observado um ano antes e 1,6 p.p. abaixo do trimestre anterior. A combinação de lucro em queda e ROE menor reduz a eficiência na entrega de retorno aos acionistas.

No lado estrutural, os ativos totais somaram R$ 1,286 trilhão entre janeiro e março, alta de 4,2% na comparação anual e avanço de 2,5% frente ao trimestre anterior. O patrimônio líquido atingiu R$ 97,523 bilhões, crescimento anual de 7,7% e 2,0% em relação ao trimestre anterior, evidenciando ganho de escala.

Em comunicado, o banco ressaltou a continuidade da execução estratégica para ampliar serviços e diversificação. Politicamente neutra, a leitura para o mercado é que a expansão de ativos não se traduziu em aumento de lucro; sem aceleração de receitas ou ajuste de custos, a trajetória de rentabilidade pode permanecer sob pressão e exige resposta operacional.