Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizado pela Nexus entre 12 de março e 7 de abril de 2026 com 1.003 empresas, aponta que duas em cada dez indústrias sofreram roubo ou furto de cargas rodoviárias nos últimos cinco anos. Em reação, 62% afirmam que os gastos com segurança no transporte elevaram o custo final de seus produtos.

As ocorrências concentram‑se em rodovias (68%). Na lista de itens levados, fios e cabos lideram com 60% das situações, seguidos por ferramentas (31%) e máquinas e equipamentos (23%). Apenas 4% dos entrevistados perceberam melhora no cenário de segurança na última meia década, e 54% defendem aumento do policiamento em áreas industriais como prioridade governamental.

O problema não é só físico: 30% das empresas registraram perdas financeiras diretas por incidentes cibernéticos, entre vazamentos e ataques de ransomware. Para mitigar riscos, o setor relata adoção de medidas adicionais de proteção digital e de logística, que trazem custos recorrentes e maior complexidade operacional.

O somatório dessas despesas tem efeito direto sobre margens e preços. Investimentos em escolta, rastreamento, seguros e defesa digital tendem a ser repassados ao consumidor e a reduzir competitividade. Os dados da CNI lançam um sinal de alerta para autoridades: sem ação integrada — mais policiamento, melhorias em infraestrutura viária e apoio à cibersegurança — a indústria verá agravamento de custos e risco à eficiência da cadeia logística.