Brasília, DF — O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira, levando a referência para 14,5% ao ano. É o segundo corte consecutivo após sequência de manutenção, sinalizando uma lenta mudança no ritmo da política monetária.
Um levantamento de Michael Viriato, da Casa do Investidor, a pedido da CNN Money, compara o rendimento de R$ 1.000 em prazos de seis e 30 meses com a Selic nesse novo patamar. Na ponta mais atraente, CDBs de bancos médios que paguem 105% do CDI poderiam transformar os R$ 1.000 em R$ 1.056,97 em seis meses e em R$ 1.352,92 em 30 meses.
A poupança segue como opção menos vantajosa num cenário de juros elevados: R$ 1.000 renderiam R$ 1.039,09 em seis meses e R$ 1.211,32 em 30 meses. As simulações consideram rendimentos líquidos — com desconto do imposto de renda sobre os ganhos, exceto na poupança — e despesas padrão, como taxa de administração de 0,50% para fundos DI e 0,2% para o Tesouro Selic.
O quadro sugere que, mesmo com cortes, o ambiente de juros ainda favorece aplicações atreladas ao CDI em detrimento da poupança. Para investidores e formuladores de política, a redução contínua é bem-vinda, mas o efeito sobre crédito e inflação dependerá da sequência de decisões do BC e da disciplina fiscal do governo.