O principal encontro de parques e atrações turísticas do país, o Sindepat Summit, ocorre no Rio de Janeiro nos dias 13 e 14 de maio, no ExpoRio Cidade Nova. Reunindo operadores como Bondinho Pão de Açúcar, Beto Carrero World, Trem do Corcovado e Parque Nacional do Iguaçu, o evento traz na programação a divulgação de um estudo setorial que consolida um cenário de recuperação: 143,2 milhões de visitantes em 2025, crescimento de cerca de 5% em relação a 2024.

Além da visitação, o levantamento detalha faturamento, ticket médio, geração de empregos e investimentos por tipo de atração e região, fornecendo um retrato mais amplo da indústria do lazer. Para empresários e investidores presentes, os números servem tanto como justificativa para ampliar projetos quanto como ferramenta para calibrar estratégias comerciais e de preços diante de um público que voltou a consumir experiências presenciais.

O tom otimista, porém, não elimina sinais de risco. A expansão sustentável depende de fatores externos à própria indústria: infraestrutura de transportes, oferta qualificada de mão de obra, segurança e políticas públicas que facilitem projetos de longo prazo. Sem avanços coordenados nessas frentes, o ganho de visitantes e receita pode se concentrar geograficamente ou esbarrar em gargalos operacionais que elevam custos e limitam a atração de investimentos.

Do ponto de vista fiscal e regulatório, o setor fica mais atraente quando há previsibilidade — algo que operadores privados repetem nos bastidores do Summit. O evento funciona como vitrine para negócios, parcerias e financiamentos, mas também expõe a necessidade de um ambiente institucional que proteja margens e retorne em capacidade de investimento. Em suma: os números reforçam potencial, mas também acendem a discussão sobre o que o poder público e o setor privado precisam entregar para transformá-lo em desenvolvimento regional efetivo.

Com sessões que vão das 8h às 18h, o Sindepat Summit promete ser um termômetro das prioridades do setor para os próximos anos, mostrando não só a força da retomada, mas o caminho para torná-la estruturante — e os custos caso esse caminho não seja trilhado com planejamento e diálogo entre mercado e Estado.