O Société Générale anunciou nesta quinta-feira, 30, lucro líquido de 1,69 bilhão de euros no primeiro trimestre de 2026, um avanço de 5,5% na comparação anual. Apesar do ganho, a leitura do mercado foi de desempenho contido, em grande parte porque o número não superou as expectativas mais otimistas de investidores.

A principal métrica operacional do banco — receita de atividades bancárias — cresceu apenas 0,3% no trimestre, atingindo 7,1 bilhões de euros. O resultado ficou alinhado com o consenso da FactSet, mas a modicidade do crescimento reforçou a percepção de pouca tração em receitas recorrentes.

Analistas consultados por casas de mercado avaliaram o balanço como decepcionante, apontando que a queda em receitas do varejo internacional e em partes da unidade de banco corporativo e de investimento foi compensada por ganhos em outras áreas, sem, porém, oferecer sinal claro de recuperação estrutural.

A reação foi imediata: por volta das 7h15 (de Brasília) as ações do banco caíam quase 4% na Bolsa de Paris. Para investidores, o episódio reforça a fragilidade do papel diante de resultados marginais e deixa claro que o banco precisa demonstrar fonte de crescimento mais consistente para recuperar impulso no mercado.