A S&P Global lançou cinco relatórios preliminares que estabelecem referenciais de preços e mapas das cadeias de suprimento para minerais classificados como críticos. Os estudos, segundo a empresa, têm objetivo de ampliar a transparência e criar um padrão consistente para que produtores, processadores, consumidores, investidores e formuladores de políticas possam avaliar oferta, demanda, custos e necessidades de investimento.

Os documentos cobrem tungstênio, neodímio e praseodímio (NdPr), antimônio, gálio e germânio, e a S&P já sinalizou possibilidade de expandir os benchmarks para outros insumos. A empresa diz que a iniciativa busca também estimular um processo de diálogo com agentes do mercado para melhorar a qualidade das análises e identificar gargalos e oportunidades para reforçar a resiliência da oferta, sobretudo fora de fontes de produção concentradas.

Autoridades americanas saudaram a iniciativa. Representantes do governo e do Tesouro dos EUA interpretaram a criação de preços de referência como instrumento capaz de orientar decisões de investimento e contratos de longo prazo, além de contrapor práticas menos orientadas pelo mercado. A S&P citou contribuições de organizações como Rovjok e Project Blue na elaboração dos estudos.

Do ponto de vista econômico e geopolítico, benchmarks privados podem reduzir assimetrias de informação e facilitar a atração de capital para projetos vulneráveis; ao mesmo tempo, tornam-se elemento relevante nas negociações comerciais e nas estratégias de segurança de suprimentos. A efetividade, porém, dependerá da adoção pelos agentes e da capacidade dos relatórios de traduzir fundamentos locais em sinais de preço confiáveis, sem substituir avaliações técnicas e políticas nacionais.