Ações da SpaceX serão incluídas no índice Nasdaq-100 antes da abertura do pregão de 7 de julho, segundo comunicados do mercado. A mudança segue regras aceleradas da Nasdaq que permitem a entrada de grandes IPOs após 15 pregões, prazo que no caso da SpaceX cairia em 6 de julho. A empresa também passou a integrar o Russell 1000 após o fechamento de 26 de junho.

A inclusão deve destravar compras automáticas de veículos passivos que replicam esses índices. Estimativas citadas pelo IBD apontam que fundos atrelados ao Russell precisariam comprar cerca de US$ 3 bilhões em ações da SpaceX, enquanto o JPMorgan calcula cerca de US$ 4 bilhões de demanda por parte de fundos que seguem o Nasdaq-100. Esse fluxo pode reduzir pressão vendedora no curto prazo.

Apesar desse suporte forçado, o papel mostra volatilidade: caiu 17,2% na última semana, para US$ 153,23, e permanece 32% abaixo da máxima intradiária de US$ 225,64 registrada em 16 de junho — ainda que acima do preço do IPO, de US$ 135. O efeito combinado de compras passivas e alta concentração pode elevar a sensibilidade do preço a notícias e à rotação de portfólios.

Do ponto de vista do mercado, a movimentação é um teste de liquidez e de preço justo para uma companhia que teve o maior IPO da história. A entrada no Nasdaq-100 não garante sustentação persistente: trata-se de um gatilho técnico que reorganiza oferta e demanda e que investidores devem monitorar como retrato do momento — não como um selo definitivo de valorização.