A Starbucks informou que fechará aproximadamente 250 unidades nos próximos dias como parte do esforço de recuperação comandado pelo CEO Brian Niccol. A empresa diz que as lojas afetadas não ofereciam a experiência desejada para clientes e funcionários ou não eram financeiramente viáveis; os fechamentos equivalem a cerca de 1% das aproximadamente 18 mil unidades da rede na América do Norte.
Os encerramentos vão custar à companhia cerca de US$ 300 milhões, segundo documento regulatório — incluindo aproximadamente US$ 200 milhões relacionados à liquidação antecipada de contratos de locação e verbas rescisórias. A lista das unidades que serão fechadas não foi divulgada; avisos começarão a aparecer nas cafeterias afetadas e as alterações serão refletidas no aplicativo da rede.
A decisão reforça a guinada estratégica iniciada por Niccol há um ano, quando anunciou medidas semelhantes e demissões corporativas dentro de uma reestruturação estimada em US$ 1 bilhão. A empresa afirma estar investindo na reforma das lojas, no atendimento e na simplificação do cardápio para recuperar o crescimento — apesar de as vendas mesmas lojas nos EUA terem subido 7,9% no trimestre mais recente.
Ainda assim, a Starbucks reduzirá o ritmo de expansão: projeta abrir cerca de 440 novas unidades globalmente neste ano fiscal, abaixo das 600 a 650 previstas anteriormente. Para analistas e gestores, o ajuste indica uma fase de racionalização de portfólio e controle de custos; a conta imediata é financeira e social, com impacto em contratos de locação, empregados e na forma como a rede equilibra crescimento e rentabilidade.