Estudo preliminar da Fiep indica que as novas sobretaxas de 25% anunciadas pelo USTR vão incidir sobre 75% das exportações industriais do Paraná aos Estados Unidos, equivalendo à maior parte dos US$ 1,3 bilhão embarcados ao mercado norte-americano em 2025. A medida, confirmada na noite de 15 de julho, passa a valer em 22 de julho e soma-se às alíquotas já existentes.
Na prática, um produto que hoje paga 5% de imposto de importação verá essa carga subir para 30%, o que, segundo a federação, reduz imediatamente a competitividade de linhas-chave. Entre os itens atingidos estão produtos do setor madeireiro — madeira serrada, compensados, molduras, portas, parte dos pisos e revestimentos — além de móveis, alguns revestimentos cerâmicos e papel.
A Fiep ressalta que houve avanços pontuais: tilápia, café solúvel, mel e couro foram excluídos da lista de sobretaxas e preservam sua competitividade. Mesmo assim, a entidade adverte que o volume ainda tributado representa a maior parte da pauta industrial do estado e tende a pressionar produção, investimentos e emprego se a barreira tarifária se mantiver.
Após audiências em Washington nos dias 6 e 7 de julho, a federação pede que Brasília e Washington retomem negociações com rapidez para reverter a medida. Do ponto de vista econômico e político, o tarifaço coloca em xeque ganhos de competitividade conquistados por empresas paranaenses e exige respostas concretas das autoridades para evitar efeito cascata sobre cadeias produtivas e mercados internacionais.