A Telefônica Brasil, controladora da Vivo, definiu como prioridade elevar a receita média por CPF, indicador que passou a ser divulgado de forma consolidada. Segundo a companhia, a métrica avançou de R$ 62,9 para R$ 67,2 por mês no período analisado, alta de 6,8% que superou a inflação.

A estratégia se apoia na ampliação de vendas conjuntas — como o pacote interno 'Vivo Total', que já responde por 44,7% dos acessos de banda larga, com alta anual de 7,1 pontos percentuais — além da expansão de serviços digitais e da vertical de aparelhos. Serviços digitais geraram R$ 1,9 bilhão nos 12 meses até março (+31,5%) e receitas com streaming somaram R$ 834 milhões (+25%). Vendas de aparelhos cresceram 26,6% no comparativo anual do trimestre, a R$ 1,152 bilhão.

Para a empresa, combinar produtos aumenta fidelidade e reduz desligamentos. Do ponto de vista empresarial, a manobra melhora o indicador de valor por cliente e ajuda a diversificar receitas. Mas a escalada de ARPU depende de conversão comercial consistente e de espaço adicional na carteira de ofertas de cada consumidor.

No mercado, a tática tende a agradar investidores que buscam crescimento de faturamento por cliente; para o usuário, resulta em oferta mais ampla de pacotes, financiamento e serviços pagos. A Telefônica diz ver potencial significativo para expansão, mas o desafio é transformar a oportunidade em penetração real sem esgotar a base de consumidores.