O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que o ofício enviado pelo Governo do Distrito Federal solicitando garantias da União para uma operação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) "não chegou aos sistemas" da secretaria. Leal disse que o documento teria sido encaminhado ao gabinete do ministro, mas não foi inserido no fluxo técnico responsável pela avaliação.
Segundo o secretário, o pedido recebido até o momento apresenta lacunas e faltam informações essenciais para a análise. A governadora Celina Leão, conforme reportagem publicada pela CNN Brasil, descreveu a medida como pontual e vinculada a "eventos adversos relevantes", mas não há confirmação de que um ofício formal e completo esteja em trâmite técnico no Tesouro.
O Tesouro também ressaltou que o prazo legal para análise desse tipo de solicitação é de dez dias úteis, contado a partir do protocolo. Esse prazo é reiniciado sempre que a equipe técnica solicita diligências ou dados complementares, o que pode alongar substancialmente a tramitação e postergar qualquer decisão sobre eventual garantia federal.
Além do aspecto documental, pesa sobre o pedido uma limitação fiscal: o Distrito Federal tem nota C na CAPAG (Capacidade de Pagamento), classificação que impede a celebração de operações com garantia da União, as quais exigem nota A ou B. A combinação entre documentação incompleta e restrição de risco complica a viabilidade imediata da operação, eleva o custo político para o GDF e pressiona por ajustes fiscais ou alternativas de mercado para o BRB.