O conselho de administração da Tim Brasil aprovou a participação da companhia no leilão da faixa de 700 MHz promovido pela Anatel, conforme ata divulgada nesta terça-feira (14). A agência receberá as propostas na quarta (15) e fará a análise e o julgamento dos preços em 30 de abril. O edital trata das subfaixas 708–718 MHz e 763–773 MHz, e a Anatel estima um investimento total em torno de R$ 2 bilhões.
Para o regulador, a faixa de 700 MHz é estratégica: além de reforçar a capacidade do 4G, ela contribui para ampliar o alcance do 5G e melhora a cobertura em ambientes fechados, como residências, escolas e hospitais. A característica de maior penetração do sinal torna essa faixa valiosa para operadores que buscam ampliar cobertura em áreas urbanas densas e em localidades com atendimento insuficiente.
A maior parte do valor arrecadado no leilão deverá ser convertida em investimentos obrigatórios para expandir a cobertura do serviço móvel, especialmente onde a oferta é deficitária. Essa exigência pressiona o uso do caixa e tende a favorecer empresas com maior capacidade financeira, ao mesmo tempo em que eleva a importância de planejamento de capex para os próximos anos.
A decisão da Tim sinaliza disposição do mercado em disputar espectro de baixa frequência, mas o desfecho depende do julgamento das propostas em 30 de abril. Além do impacto técnico sobre a rede, o leilão terá efeito político e econômico: é um teste para a execução de investimentos obrigatórios e para a dinâmica concorrencial do setor de telecom no curto prazo.