Um tribunal nos Estados Unidos indeferiu o pedido do Ad Hoc Group — grupo de credores da Oi liderado pela PIMCO, SC Lowy e Ashmore — para impedir a alienação da Unidade Produtiva Isolada V.tal, informou a própria companhia em comunicado na noite de quinta-feira. A decisão abre caminho para a operação que envolve a participação remanescente da Oi na V.tal.

No início de abril, a Justiça do Rio de Janeiro já havia autorizado a proposta do BTG Pactual, de R$ 4,5 bilhões, para comprar a totalidade da participação da Oi na V.tal. A venda se dá por meio do veículo que concentra esse ativo, e a decretação de permissividade pela corte americana afasta, por ora, um embargo que poderia atrasar a transação.

Do ponto de vista dos credores, a negativa nos EUA representa um revés processual: reduz capacidade de barganha imediata e pressiona o grupo a buscar estratégias alternativas para contestar a operação. Para a Oi, a medida pode acelerar o processo de desalavancagem previsto no plano de recuperação judicial, se a venda for efetivada nos termos aprovados no Brasil.

No mercado, a decisão sinaliza maior previsibilidade sobre a monetização do ativo, mas não encerra disputas judiciais e negociações sobre distribuição de recursos entre credores. A repercussão dependerá agora de prazos recursais, eventuais manobras processuais e dos trâmites para efetivar o pagamento da proposta do BTG.

Em síntese, a decisão americana reduz um obstáculo relevante para a operação, mas mantém o tema sob atenção: a concretização da venda será passo decisivo para testar a capacidade da Oi de cumprir compromissos financeiros e recuperar confiança entre investidores e credores.