O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta‑feira que conseguiu um "ótimo acordo" com o Canadá e anunciou o adiamento por três dias de tarifas de 50% sobre produtos canadenses. Segundo a Casa Branca, a suspensão temporária dará prazo para a assinatura dos documentos finais entre as autoridades dos dois países.

Trump declarou ter mantido "uma boa conversa por ligação" com o que chamou de primeiro‑ministro do Canadá, 'Mark Carney', e garantiu: "Não teremos tarifas canadenses para nossos fazendeiros ou outras taxas contra os EUA. Será bom para todos". A fala foi usada para justificar a trégua imediata nas medidas punitivas anunciadas anteriormente.

Do ponto de vista econômico, a pausa alivia momentaneamente a pressão sobre agricultores e exportadores que se preparavam para impactos diretos de uma tarifa tão elevada. Politicamente, porém, a decisão revela um governo disposto a recorrer a medidas unilaterais para forçar acordos e reapresenta o custo da negociação de última hora: alta volatilidade e incerteza para empresas e cadeias produtivas.

O detalhe da prorrogação por apenas três dias aumenta o risco de nova escalada caso não haja texto assinado rapidamente. A iniciativa dá tempo para formalizar o compromisso, mas mantém dúvidas sobre conteúdo e garantias — e pode transformar o anúncio em alívio temporário, não em solução estrutural para as tensões comerciais entre aliados.