O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu neste sábado uma enquete na rede social Truth Social para propor a substituição do termo 'Inteligência Artificial'. Ele apresentou três alternativas — 'Inteligência Superior', 'Inteligência Extrema' e 'Inteligência Suprema' — e justificou que a expressão atual seria 'imprecisa e pouco expressiva' para o fenômeno tecnológico.

A publicação pediu que os seguidores votassem e, em torno de cinco horas, a sondagem já havia recebido mais de 43 mil votos. A iniciativa ocorreu inteiramente na Truth Social, plataforma de propriedade do próprio presidente; não há, até o momento, qualquer tramitação formal ou articulação com empresas, organismos técnicos ou agências governamentais para efetivar uma mudança terminológica.

No plano político e econômico, a movimentação tem mais cheiro de estratégia comunicacional do que de política pública consolidada. Além da enquete, Trump disse pretender criar uma 'Força de IA', na esteira da Força Espacial, e nomear um 'czar' para a área — propostas sem detalhes sobre competências, orçamento ou articulação institucional. Essa ênfase em centralizar supervisão pode provocar sobreposição de atribuições e alimentar incerteza regulatória para empresas do setor.

Apesar de renomear um conceito não alterar padrões técnicos, o gesto importa porque molda a narrativa pública e o quadro institucional. Se evoluir para medidas concretas, haverá custo de coordenação doméstica e desafio de diálogo com parceiros internacionais. Por ora, trata-se sobretudo de espetáculo político que acende questões sobre intervenção estatal, governança e possíveis efeitos sobre confiança e mercado.