O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao Congresso que aprove uma versão do chamado Clarity Act durante evento nesta quarta-feira na Casa Branca. O projeto visa esclarecer quais tokens devem ser tratados como valores mobiliários ou commodities e qual agência reguladora terá autoridade sobre cada segmento — uma demanda antiga do setor que busca estabilidade jurídica.

Executivos como Brian Armstrong (Coinbase), Vlad Tenev (Robinhood), Arjun Sethi (Kraken) e Jeffrey Sprecher (Intercontinental Exchange) subiram ao palco ao lado do presidente. Autoridades regulatórias, incluindo os chefes da CFTC e da SEC, e o conselheiro de criptomoedas da Casa Branca também marcaram presença, sinalizando articulação entre governo e mercado.

O pedido ocorre enquanto a SEC propôs regras que isentam certas ofertas de tokens das normas de valores mobiliários, e a CFTC discute regulação em encontro setorial. Ainda assim, a proposta enfrenta obstáculos políticos: parte dos democratas e alguns republicanos condicionam apoio a cláusulas que impeçam ganhos pessoais de autoridades, diante de relatos de que Trump e sua família lucraram mais de US$ 1,4 bilhão com empreendimentos ligados a criptomoedas.

A exigência por clareza legislativa resume um dilema: sem lei, reguladores e tribunais mantêm papel central, com decisões sujeitas a reversões políticas e a contestação judicial. Para o governo e o setor, a vitória no Congresso reduziria riscos operacionais; para o presidente, porém, a iniciativa traz custo político adicional ao expor tensão entre interesse público e ganhos privados apontados por pesquisas recentes.