A TSMC, a maior fabricante de semicondutores por encomenda, afirmou em sua assembleia anual em Hsinchu que a adoção crescente de modelos de inteligência artificial está impulsionando demanda por chips mais avançados e por maior poder de computação. A empresa reconhece que a produção é limitada diante do fluxo de pedidos e monitora o impacto do aumento dos custos dos componentes.

Perguntado sobre repassar esse aumento aos clientes, o CEO afirmou que há vontade de ajustar preços, mas que a empresa precisa preservar lucro e evitar medidas abruptas. Mesmo com esse recuo a respeito de aumentos imediatos, a sinalização de pressão por preços acende alerta para fabricantes como Nvidia e Apple, que dependem da TSMC e podem ver margem e custos de produtos afetados.

A TSMC também reafirmou o investimento de US$165 bilhões em novas fábricas no Arizona e disse que os terrenos adquiridos devem atender a demanda da empresa por cerca de uma década. Ao mesmo tempo, o executivo avisou que será necessário “tempo muito longo” para que a produção nos EUA satisfaça plenamente clientes norte-americanos — elemento que complica a narrativa de rápida realocação de capacidade para fora de Taiwan.

O desempenho das ações reflete a posição de força da companhia no mercado: os papéis subiram de T$ 950 em junho do ano passado para T$ 2.425 recentemente, ainda que tenham recuado pouco mais de 1% na quinta-feira. A decisão da TSMC sobre preços, capacidade e cronograma de expansão terá efeitos concretos sobre custos industriais, estratégias de cadeia de suprimentos e a economia dos clientes globais.