A Vale Base Metals informou que entrou na fase de execução do projeto CPF (Flotação de Partículas Grossas) no complexo de Salobo, no Pará, e passou a prever o início das operações para o primeiro semestre de 2028 — cerca de um ano antes do cronograma anterior. A companhia estima que o CPF adicionará 6 milhões de toneladas à capacidade anual de processamento de Salobo, elevando-a para 42 milhões de toneladas, e poderá incrementar a produção em até 30 mil toneladas de cobre em concentrado, além de cerca de 15 mil onças de ouro como subproduto.

A revisão do cronograma decorre, segundo a Vale, de medidas de otimização e de simplificação do escopo, que também levaram a uma redução do investimento estimado para cerca de US$ 215 milhões (ante US$ 225–275 milhões anteriormente). A Wheaton Precious Metals concordou em aportar US$ 40 milhões para financiar parte do projeto, em duas parcelas vinculadas ao cumprimento de marcos, o que deve reduzir o desembolso direto da Vale para aproximadamente US$ 175 milhões.

Do ponto de vista econômico, a antecipação da operação e a diminuição do capex melhoram o perfil de retorno do projeto e devem acelerar entrada de caixa em um horizonte de curto a médio prazo. O movimento está alinhado com a meta anunciada pela Vale Base Metals de ampliar a produção de cobre para cerca de 700 mil toneladas anuais até 2035, com foco nos ativos de Carajás, mas o CPF representa apenas um passo incremental nessa estratégia.

Riscos de execução e o cumprimento dos marcos financeiros permanecem determinantes: o aporte condicionado da Wheaton reduz o risco direto da mineradora, mas vincula parte do financiamento ao progresso do projeto. A nota da empresa não detalha impactos socioambientais ou cronogramas de licenciamento, temas que continuam relevantes para a avaliação completa do empreendimento — tanto para investidores quanto para autoridades locais.