A varanda deixou de ser mero adereço e virou fator central na precificação de imóveis. Segundo Edmil Adib Antonio, diretor de Crédito Imobiliário e Relações Institucionais da MRV, a mudança de comportamento dos compradores — reforçada pela pandemia e pelo home office — transformou esse espaço em requisito de conforto e conveniência.
Na prática, a varanda conta como área útil, mas com um prêmio: não é só metragem adicional, é metragem com valor agregado. Espaços entregues com estrutura para uso social (como piso adequado, iluminação, tomadas e proteção) elevam a percepção de utilidade e, consequentemente, o preço por metro quadrado.
O mecanismo é simples e tem efeito direto no mercado: imóveis com varanda atraem mais interessados, vendem mais rápido e apresentam maior liquidez. Para incorporadoras e investidores, a demanda pressiona oferta e posicionamento de produto; para compradores, significa pagar mais por benefícios tangíveis e intangíveis — ventilação, contato externo e versatilidade.
No balanço custo‑benefício, imóveis com varanda tendem a oferecer melhor revenda e valorização no tempo, mas isso não elimina a necessidade de avaliação: o prêmio só compensa se a varanda agregar funcionalidades reais. Para quem prioriza qualidade de vida e liquidez futura, a escolha costuma valer o investimento.