O comércio varejista brasileiro registrou alta de apenas 0,1% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE. O resultado sucede a queda de 0,8% em julho e ficou abaixo da mediana das expectativas do mercado (0,7%), cuja projeção variava entre retração de 0,3% e avanço de 1,9%.

Na comparação anual, sem ajuste sazonal, as vendas cresceram 0,4% frente a agosto de 2025 — novamente abaixo da mediana projetada pelos analistas (1,6%). No varejo restrito, o acumulado do ano é de alta de 1,7% e em 12 meses a expansão é de 1,6%.

O varejo ampliado, que soma material de construção, veículos e atacado alimentício, teve recuo de 0,2% frente a julho, também surpreendendo negativamente, quando o consenso esperava avanço de cerca de 1%. O acumulado do ano no varejo ampliado é de 1,7% e, em 12 meses, 1,4%.

Os índices de média móvel trimestral mostram perda de fôlego: -0,1% no varejo restrito e -0,3% no ampliado. O conjunto dos dados acende alerta sobre a fragilidade da recuperação do consumo e complica a narrativa oficial sobre retomada mais robusta das vendas, com implicações para confiança de empresários e planejamento de estoques e investimentos. Os próximos meses serão decisivos para confirmar se houve apenas oscilação ou início de uma estagnação mais prolongada.