Um levantamento exclusivo do iFood Tendências mostrou que a primeira partida da Seleção Brasileira na Copa, contra o Marrocos no sábado (13), elevou em 63% as vendas na categoria de bebidas e conveniência em comparação ao sábado anterior. A cerveja foi dominante: em cada 10 itens pedidos em lojas de bebidas, seis eram cervejas. O pico de pedidos ocorreu às 18h, uma hora antes do início do jogo.

O efeito da partida não se limitou às lojas de bebida. Pedidos em mercados subiram mais de 8%, puxados por snacks e itens de festa, enquanto restaurantes registraram preferência por pratos para compartilhar — a pizza grande de dois sabores liderou o ranking de produtos. Para o varejo e para os entregadores, eventos do calendário esportivo representam janelas claras de demanda concentrada e renda adicional, ainda que temporária.

Do ponto de vista econômico, o salto pontual nas vendas oferece uma injeção de receita para pequenos comerciantes e para as plataformas de delivery, mas também impõe desafios operacionais: necessidade de ajuste de estoques, incremento de pessoal em horários críticos e coordenação logística mais apurada. Plataformas com bom uso de dados podem transformar esses picos em vantagem competitiva por meio de previsão e promoções direcionadas.

A leitura política e fiscal é simples: eventos que movem consumo geram receitas imediatas para setores e, indiretamente, para entes locais via tributos sobre vendas e serviços. Ainda assim, trata-se de um alívio temporário, não de solução estrutural. Para aproveitar de forma sustentável, cadeias de abastecimento e políticas públicas voltadas ao pequeno varejo precisam capitalizar o aprendizado desses episódios, melhorando eficiência e reduzindo desperdício nas próximas rodadas do calendário esportivo.