A Vivara reportou lucro líquido de R$ 88,218 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 27,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, mesmo com a receita operacional líquida subindo 10,9%, para R$ 595,512 milhões. O Ebitda apresentou recuo modesto de 2,1%, ficando em R$ 96,702 milhões; o indicador ajustado registrou queda de 4,3%. O conjunto de números revela um avanço de vendas que não foi integralmente convertido em resultado, apontando pressão sobre margens.

No varejo físico, o faturamento das lojas atingiu R$ 647,9 milhões, alta de 12,9% ano a ano. As bandeiras Vivara e Life cresceram 11,0% e 19,0%, respectivamente, e as vendas em mesmas lojas (SSS) consolidado subiram 9,7% frente ao 1º trimestre de 2025. Esses dados mostram resiliência operacional e demanda, mas também deixam claro que o ganho de receita exigirá ajuste de custos para recuperar margem.

Do ponto de vista financeiro, a companhia reduziu a dívida líquida para R$ 246,573 milhões ao final de março, queda de 23,3% sobre o saldo de R$ 321,393 milhões de 2025, e a alavancagem (Dívida Líquida/Ebitda ajustado) caiu de 0,5x para 0,3x. Apesar do desalavancagem, o resultado financeiro piorou: o saldo ficou negativo em R$ 14,986 milhões, ante R$ 2,140 milhões negativos no ano anterior, e isso teve efeito direto sobre o lucro líquido do trimestre.

Em síntese, o relatório combina sinais positivos de crescimento e desalavancagem com alerta operacional. Para investidores e analistas, a pergunta é prática: como a gestão vai traduzir a expansão de vendas em margem sustentável, controlar o impacto do resultado financeiro e sustentar geração de caixa? A combinação de receita em alta e lucro em queda exige respostas claras sobre eficiência, mix de produto e disciplina de custos.