A Vivara afirmou que trabalha para manter a margem bruta em patamar elevado e previsível, na casa dos 69%, ao longo de 2026. Executivos destacaram que, desde a abertura de capital, a margem oscila em torno desse nível e que a companhia tem implementado alavancas para sustentar a rentabilidade, apesar de prever uma base de comparação mais difícil no segundo trimestre — quando a margem do ano anterior foi de 72,3%.
O primeiro trimestre trouxe sinais de desgaste: margem bruta em 69,8% (alta anual de 2 pontos), mas lucro líquido caiu quase 28%, para R$ 88 milhões, e as despesas operacionais subiram 20%, acima do crescimento da receita operacional líquida (10,9%). A empresa atribuiu parte das pressões a investimentos sazonais para Dia das Mães e Dia dos Namorados, aumento de fretes após a abertura do centro de distribuição no Espírito Santo e custos pré-operacionais de novas lojas.
No estoque, a Vivara registrou 601 dias ao final do trimestre — acima dos 578 dias do fechamento anterior, mas inferior aos 679 dias de um ano antes. A administração sinalizou alvo de 400–450 dias em 18 a 24 meses, reforçando a agenda de redução de inventário e transferência entre lojas como prioridade operacional. Ainda assim, a trajetória até esse patamar vai depender da execução e do controle de custos associados às inaugurações e à operação logística.
No mercado, a combinação de lucro abaixo das expectativas, aumento de despesas e incerteza sobre o ritmo de desalavancagem de estoques pressionou os papéis: as ações caíram 6,99%, para R$ 25,82. Para investidores e gestores, o desafio agora é transformar a promessa de margem estável em resultado visível — com reflexos diretos na geração de caixa, na eficiência operacional e na confiança do mercado.