Wall Street encerrou a sessão em alta, com o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq registrando avanços depois que queda do petróleo e o recuo dos juros dos Treasuries aliviaram o apetite por segurança e ampliaram o apetite por risco. O Dow subiu 0,71%; o S&P 500 avançou 1,49% e o Nasdaq saltou 2,26%, em um movimento liderado por ações ligadas à inteligência artificial.

O índice de semicondutores PHLX subiu mais de 4%, com destaque para a Intel, cujas ações tiveram alta expressiva, e para a AMD, que ganhou cerca de 10% e chegou momentaneamente ao marco de US$ 1 trilhão em valor de mercado. Esse padrão confirma que o rali continua concentrado em nomes tecnológicos e fabricantes de chips, beneficiados pelo boom da IA.

Entre os fundamentos imediatos estão a queda de cerca de 4% no petróleo americano e recuos nas taxas dos Treasuries — a T-note de 10 anos voltou a operar abaixo de 5% — que reduziram custos de oportunidade para ativos de risco. Analistas alertam, porém, que a semana traz o fechamento do trimestre e o chamado 'window dressing', quando gestores realinham carteiras, o que pode tornar os ganhos mais voláteis.

Além disso, a visita do presidente Xi Jinping à Casa Branca aumenta a gama de riscos políticos e econômicos no radar dos mercados: temas como IA, tarifas e minerais críticos podem alterar fluxos de investimentos. Para investidores e formuladores de políticas, a leitura é clara: recuperação legada por poucos papéis e por fatores circunstanciais exige cautela, pois a sustentação do rali depende de liquidez e de decisões políticas que ainda são incertas.