Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira (21): o Dow Jones subiu 0,55%, aos 50.285 pontos, renovando recorde de fechamento; Nasdaq avançou 0,09%, a 26.293 pontos, e o S&P 500 valorizou 0,17%, a 7.445 pontos. O pregão virou para positivo após uma manhã de nervosismo, com investidores reagindo à combinação de sinais diplomáticos e dados econômicos mais firmes.

No front geopolítico, a mídia estatal iraniana negou um avanço diplomático com os Estados Unidos, enquanto fontes internacionais relatam negociações em andamento. A Reuters apontou que o líder supremo do Irã ordenou restrições sobre o envio de urânio de grau elevado, e autoridades americanas e israelenses seguem em tratativas tensas — incluindo conversas entre o presidente Trump e o primeiro‑ministro Netanyahu. O senador Marco Rubio disse haver “alguns bons sinais”, mas advertiu sobre obstáculos, como propostas relacionadas ao controle do Estreito de Ormuz.

Entre os vetores de mercado, o petróleo caiu: o WTI recuou 1,94%, a US$ 96,35 o barril, e o Brent caiu 2,32%, a US$ 102,58. No campo corporativo, o Walmart perdeu 7,27% ao revisar metas e prever lucro abaixo das estimativas; a Nvidia recuou 1,75% apesar de guia otimista e programa de recompra; e as ações da IBM dispararam mais de 12% após anúncio de que metade de um fundo de US$ 2 bilhões do Departamento de Comércio será direcionada à empresa para computação quântica. Dados macro mostraram manufatura americana no nível mais alto em quatro anos e pedidos iniciais de auxílio‑desemprego em 209.000.

A ata do Fed ressaltou que muitos participantes veem necessária nova elevação de juros diante da inflação persistente, e destacou que o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã aumenta incertezas sobre política monetária. O resultado é um mercado que oscila entre risco e alívio: esperanças de negociação derrubam o petróleo e apoiam ações, mas a persistência do risco geopolítico e a perspectiva de juros mais altos cobram disciplina fiscal e maior cautela dos gestores. Para economias emergentes, inclusive o Brasil, o cenário implica volatilidade nos fluxos de capitais e pressões sobre a taxa de câmbio e a inflação, exigindo políticas públicas mais prudentes.