As bolsas de Nova York terminaram a sexta-feira em alta, reduzindo perdas acumuladas na semana marcada pela leitura dos rendimentos dos Treasuries. O Dow Jones subiu 0,98%, a 53.277,01 pontos; o S&P 500 e o Nasdaq avançaram 0,43%, para 7.674,36 e 26.180,45 pontos, respectivamente. Ainda assim, no balanço da semana o Dow cedeu 1,97%, enquanto S&P e Nasdaq recuaram 0,64% e 0,69%.

No pregão, bancos e farmacêuticas exerceram influência distinta: Goldman Sachs e Merck lideraram as altas, enquanto Honeywell e Nvidia figuraram entre os piores desempenhos. A queda da Nvidia foi influenciada por notícias sobre negociações envolvendo a sul‑coreana Rebellions, numa pauta que ganha atenção às vésperas de seu balanço trimestral. Moderna, por outro lado, avançou após anúncios de avanços em testes clínicos, e Pilgrim's Pride estendeu ganhos após repercussões sobre a oferta da JBS e declarações públicas sobre preços de carne.

O motor das oscilações segue sendo a curva de juros americanos: os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir na sessão, pressionando ativos mais sensíveis à taxa e limitando a amplitude da recuperação acionária. Na semana que vem, dados de renda e gastos pessoais e a leitura do índice PCE — medida preferida pelo mercado para avaliar pressões inflacionárias — serão centrais para calibrar expectativas sobre a política monetária.

Com a combinação de yields em subida e calendário macro intenso, a orientação para investidores é cautela. A trajetória dos juros continua a ditar fluxos e valorizações, e qualquer sinal de persistência inflacionária ou surpresa nos discursos de autoridades monetárias tende a reacender volatilidade. Para o mercado, a foto atual é de recuperação temperada, não de retorno pleno à estabilidade.