Os principais índices de Wall Street fecharam em baixa nesta quinta-feira (7). O S&P 500 e o Nasdaq chegaram a máximas recorde na abertura, impulsionados pela queda do petróleo diante da expectativa de um eventual acordo entre EUA e Irã, mas a incerteza sobre as negociações e o recuo em ações de semicondutores inverteram o movimento. O Dow Jones caiu 0,63%, para 49.596 pontos; o Nasdaq cedeu 0,13%, aos 25.806 pontos; e o S&P 500 perdeu 0,38%, a 7.337 pontos — apesar disso, o S&P ainda acumula alta de 7% em 2026.

Os contratos futuros do petróleo recuaram: o Brent caiu 1,20%, a US$ 100,06 por barril, e o WTI caiu 0,28%, a US$ 94,81. A queda foi alimentada pela expectativa de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz caso avance um acordo mediado, mas os preços permanecem mais de um terço acima dos níveis pré-conflito. Analistas citados por bancos de investimento estimam que o petróleo deve ficar numa faixa significativamente acima do patamar anterior à guerra nos próximos meses, mantendo risco para a inflação.

No campo tecnológico, ações de chips recuaram após uma rodada de realização de lucros. A Arm Holdings caiu mais de 10% diante de preocupações sobre capacidade de suprimento do novo chip de IA, mesmo com previsão de resultados fortes. Intel e Advanced Micro Devices perderam cerca de 3%, apagando parte dos ganhos recentes. O movimento interrompe, ao menos temporariamente, o fôlego que a demanda por IA vinha dando ao mercado.

Dados econômicos domésticos também tiveram papel: pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA subiram menos do que o esperado na semana encerrada em 2 de maio, e investidores passaram a focar no relatório de criação de vagas fora do setor agrícola, a ser divulgado na sexta. Com mercado de trabalho resiliente e preços de energia elevados, o consenso é de que o Fed deve manter as taxas estáveis até o fim do ano — um cenário que continua a tornar os preços de ativos sensíveis a choques geopolíticos e a ruídos de oferta.