As bolsas de Nova York encerraram a sessão sem direção única nesta sexta-feira. O Dow Jones subiu 0,46%, para 51.947,25 pontos; o S&P 500 avançou 0,05%, a 7.411,99 pontos; e o Nasdaq caiu 0,64%, fechando em 24.975,82 pontos. No balanço da semana, os índices registraram retrações de 0,38% (Dow), 0,61% (S&P) e 2,13% (Nasdaq).

O movimento foi dominado por uma leitura mais cautelosa dos resultados do setor de tecnologia. Apesar de a Intel superar as expectativas de lucro, suas ações recuaram 7,89%, reflexo das dúvidas sobre até que ponto os pesados investimentos em inteligência artificial serão de fato rentáveis. Essa aversão ao risco pressionou o Nasdaq, que acumulou a maior perda semanal entre os três principais índices.

Houve discrepância entre empresas: a Verizon subiu 5,84% após reportar lucro líquido de US$ 3,84 bilhões no segundo trimestre de 2026, enquanto a American Express caiu 4,30% mesmo com aumento de vendas e lucro. A Oracle recuou 4,21% no dia em que foi noticiado um contrato de quase US$ 7 bilhões com o Departamento de Guerra dos EUA — movimentos que mostram que ganhos operacionais não neutralizam, por si só, a seletividade do mercado.

No plano macro, os preços do petróleo deram um alívio temporário em meio às incertezas geradas pelo conflito entre EUA e Irã, mas a atenção dos investidores volta-se para a decisão de política monetária do Federal Reserve na próxima semana. Para analistas da Capital Economics, as preocupações sobre a capacidade de monetização dos investimentos em IA podem continuar a pesar sobre o S&P; o instituto projeta 8.250 pontos para o índice no fim de 2026, com risco de correção substancial em 2027 caso as tensões persistam. Em suma, o mercado sinaliza mais cautela: a festa da tecnologia dá lugar a uma avaliação mais rígida de retorno sobre capital, o que complica a trajetória das ações mais esticadas.