Wall Street encerrou a sessão sem rumo único nesta quinta-feira, com o Dow Jones caindo 0,31% (51.349,89 pontos), o S&P 500 recuando 0,02% (7.704,23) e o Nasdaq subindo 0,01% (26.939,37). A jornada foi marcada pela volatilidade provocada pela renovada tensão no Oriente Médio — incluindo suspensão de voos iranianos pelos Emirados e negociações para reabrir o Estreito de Ormuz — e pela elevação do preço do petróleo.

No front empresarial, o setor de comunicações foi o destaque positivo do dia (+1,92%), puxado pela alta de 4,5% da Meta após anúncios de novos produtos de IA. Entre as quedas, a Oracle caiu quase 4% ao invocar cláusula de força maior no Projeto Jupiter; a MGM Resorts despencou 11% com a desistência de Barry Diller; e a Dropbox recuou 4,81% após rebaixamento do Citi.

Os comentários de dirigentes do Federal Reserve acentuaram o clima: John Williams (Fed de Nova York) disse ser razoável considerar nova alta de juros antes do fim do ano, enquanto dirigentes regionais como Beth Hammack e Tom Barkin alertaram para choques energéticos persistentes. O movimento elevou os rendimentos dos Treasuries e reforçou o sinal de que a preocupação com inflação ligada à energia está presente na decisão de política monetária.

O cenário junta riscos para mercados globais: a combinação de petróleo mais caro e falas hawkish do Fed acende alerta sobre maior custo de financiamento e volatilidade, pressionando câmbios e exigindo atenção de bancos centrais em economias emergentes. Trata‑se de um retrato do momento, não de uma previsão, mas os números mostram que a janela para redução de estímulos continua estreita.