Os principais índices de Wall Street avançaram na segunda-feira, com o setor de tecnologia puxando parte da alta depois da forte correção da semana passada. O índice de tecnologia do S&P 500 subiu cerca de 1,9% e o Philadelphia Semiconductor teve ganho de 4,6%, na esteira de altas como Intel (+8,5%) e Micron (+8,7%). Nvidia e Broadcom também operaram em alta, de 1,7% e 2,8% respectivamente. Na sessão, o Dow Jones subiu 136,18 pontos (0,27%), a 51.002,96, o S&P 500 avançou 60,54 pontos (0,82%), a 7.444,28, e o Nasdaq ganhou 1,37%, chegando a 26.062,25; na sexta-feira anterior, uma queda havia eliminado cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado no segmento de semicondutores.

O ambiente externo segue condicionado por riscos geopolíticos. Militares do Irã disseram que a primeira onda de ataques a Israel desde o cessar-fogo em abril terminou, e Israel teria interrompido retaliações a pedido do presidente dos EUA, segundo uma autoridade citada pelo Channel 12. As notícias reduziram parcialmente o pânico: o petróleo, que chegou a subir mais de 5% no início do dia, avançava um pouco abaixo de 2% mais tarde, enquanto o setor de energia subia cerca de 1,3%.

No plano macro, dados de emprego de maio mais fortes do que o esperado contribuíram para a volatilidade na última sessão, reacendendo apostas em uma trajetória mais rígida de juros. Os contratos mostram aproximadamente 42% de probabilidade de um ajuste de 25 pontos-base em dezembro, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group. Os investidores agora aguardam o relatório do índice de preços ao consumidor (CPI) na quarta-feira para mensurar o efeito da alta do petróleo sobre a inflação.

A leitura do dia combina sinais de cura técnica em um setor muito pressionado com riscos que podem reverter o movimento. A recuperação dos chips é genuína, mas não apaga preocupações sobre avaliação e ritmo de crescimento dos lucros após uma corrida intensa. Ao mesmo tempo, a sensibilidade dos mercados a choques externos e a possibilidade de aperto monetário apontam para maior seletividade: ganhos podem migrar a setores defensivos enquanto investidores repensam exposição a ativos mais sensíveis a juros e a preços de energia. Para economias emergentes, a alta do petróleo e juros americanos mais firmes elevam o risco de pressão inflacionária importada e complicam decisões de política monetária doméstica.