Os principais índices de Wall Street operaram em alta nesta sexta-feira com ganhos liderados por tecnologia e papel de empresas que revisaram expectativas. Às 13h20 (Brasília), o Dow Jones subia 0,65% (50.999 pontos), o Nasdaq avançava 0,36% (27.014 pontos) e o S&P 500 ganhou 0,30% (7.586 pontos). Entre os destaques, ações da Dell saltaram após a empresa elevar suas projeções para o ano.

No centro do movimento está a reunião do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com assessores para decidir se aprova um eventual acordo com o Irã. Trump disse que pretende condicionar qualquer avanço a garantias como a renúncia iraniana a armas nucleares e a abertura do Estreito de Ormuz, além da remoção de minas colocadas na hidrovia. Autoridades americanas afirmaram haver entendimento sobre prorrogação do cessar-fogo e suspensão de restrições ao tráfego marítimo, mas o presidente ainda não formalizou a aceitação; Teerã negou que o texto esteja pronto.

A resposta imediata dos mercados incluiu queda nos preços do petróleo: o Brent recuou para cerca de US$ 91,28 por barril e o WTI para US$ 87,75. Analistas apontam que a combinação de apetite por risco, dinamismo em ações de tecnologia e alívio nas tensões geopolíticas reduz temporariamente o prêmio por volatilidade, favorecendo ativos mais sensíveis ao ciclo econômico.

Do ponto de vista econômico, a queda do petróleo ajuda a aliviar pressões inflacionárias e, por extensão, pode tornar o cenário de juros um pouco mais confortável para ativos de risco — efeito relevante para gestores e formuladores de política. Ao mesmo tempo, a decisão de Trump funciona como gatilho: a aprovação do acordo tende a consolidar a melhora de sentimento; a rejeição ou nova escalada reintroduzirá prêmio de risco e poderá reverter ganhos. Para investidores, a leitura é clara: o mercado celebra uma janela de menor risco, mas mantém atentos os desdobramentos políticos.