O Wells Fargo divulgou lucro líquido de US$ 5,25 bilhões no primeiro trimestre de 2026, acima dos US$ 4,9 bilhões de igual período do ano passado. O lucro diluído por ação ficou em US$ 1,60, superando a previsão média da FactSet, de US$ 1,58, mas a reação do mercado foi negativa.
A receita cresceu 6% na comparação anual, a US$ 21,45 bilhões, porém ficou aquém do consenso da FactSet, que apontava para US$ 21,8 bilhões. As provisões para perdas com crédito subiram para US$ 1,13 bilhão, ante US$ 932 milhões um ano antes, sinalizando maior cautela frente a potenciais riscos de crédito.
No balanço, o CEO Charlie Scharf destacou a resiliência da economia e do consumidor, ao mesmo tempo em que alertou para efeitos defasados do aumento dos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio. O relatório também marca o terceiro trimestre completo em que o banco opera sem o limite de ativos imposto pelo Federal Reserve em 2018 — medida que foi levantada em junho do ano passado.
Apesar do lucro acima das estimativas, as ações do Wells Fargo caíram mais de 4,7% no pregão, evidenciando que o ganho por ação não compensou o desapontamento com a receita e o maior provisionamento. O resultado reforça a necessidade de recuperação sustentável da receita e pode aumentar a pressão sobre a gestão para mostrar ritmo de crescimento mais consistente.